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Hilda Hilst





Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível

E o que eu desejo é luz e imaterial. Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?

2 Comments:

Runaway escreveu...

Lindo Poema!
Paula esses poemas dela que tu postou, são de um mesmo livro ou e obras diferentes?

Paula escreveu...

Oi Runaway!

Do lado esquerdo tem de onde eles foram tirados. Até o dia 11 postarei mais alguns.

Beijo =)

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